terça-feira, 9 de março de 2010

Belíssimo!


Palavras aladas

Os juramentos que nos juramos
Entrelaçados naquela cama
Seriam traídos se lembrados hoje

Eram palavras aladas
Faladas não para ficar
Mas, encantadas, voar

Faziam parte das carícias
Que por lá sopramos
Brisas afrodisíacas ao pé do ouvido
Jamais contratos

Esqueçamo-las
Pois dentre os atos da língua
Houve outros mais convincentes
E ardentes sobre os lençóis

Que esses, em futuras noites,
Em vislumbres de lembranças
Sempre nos deslumbrem.