as lacunas do tempo dançam ao encontro de linguagens, literatura, arte e acolhem todas e todos que passam por aqui
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Prestação editorial independente e distribuição de e-books de poesia & afins
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Versos & Vícios
domingo, 23 de janeiro de 2011
Confrontos e Confluências
GIRASSOL
gira flor
nasce sol
reluz jardim.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Contra quem?
domingo, 16 de janeiro de 2011
OS TEIMOSOS & A POESIA DO CONTRA
sábado, 11 de dezembro de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Em breve: OS TEIMOSOS & A POESIA DO CONTRA
D. Everson, Marcone Santos, eu e Fred Caju em OS TEIMOSOS & A POESIA DO CONTRA. Em breve, disponível para download aqui!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Fred Caju
Pensou que seria simples
se livrar de sua poesia,
achou que ficaria em paz
de uma noite para o dia.
Passaram-se vários anos,
talvez estivesse curado;
não escreveu seus poemas
e ficou mais descansado.
Deixou de lado a poesia,
aderiu a uma vida normal
e deixou de sentir a dor
para ficar lendo jornal.
Depois de fazer família,
labutar com remuneração;
percebeu o quanto era só
e que tudo é uma ilusão.
Ele aceitou que sua vida
sempre seria incompleta,
e assim gritou ao mundo:
ainda, ou sempre, poeta!
O poema Fado inevitável encontra-se no e-book Monopólio da Solidão, disponível para download no blog Sábados de Caju.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Os alicerces da vida
Alados
Na máquina da vida
a solidão é o motor,
o medo é o combustível
e o operário é o amor.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
As estações de um coração de poeta
O poema a seguir é de autoria de um poeta cujo trabalho estou conhecendo e admirando, a cada dia, mais. Seja bem-vindo ao Lacunas do Tempo, Caju.
Estações e Corações
Com tantos aromas e cores,
é clara a estação das flores.
Todos estavam na espera
para ouvir os passarinhos
cantando para a primavera,
exceto eu, que sou sozinho.
— Um coração que vive em pranto,
sem perfume, sem cor, sem canto.
Eu vejo todos mais contentes
quando o clima fica mais quente.
No brilho intenso do sol,
todos aproveitam o mar,
a piscina, o futebol,
menos eu, que não sei amar.
— Um coração que não quer luz,
que, lentamente, se reduz.
As árvores mudam de cor
e todos mudam de humor.
Os homens se rendem ao sono,
muitos querem dormir mais cedo,
enfeitiçados pelo outono,
menos eu, que vivo com medo.
— Um coração que se assombra
com o vulto da própria sombra.
Todos querem se aquecer
contra o frio que faz tremer.
A chuva purifica a vida,
que sempre vai buscar alguém
para se manter aquecida,
menos eu, sempre sem ninguém.
— Um coração só e vazio
suporta qualquer tempo frio.
Um ano, quatro estações,
um homem, quatro corações.
Tudo termina e recomeça
de forma simples e direta,
devagar e sem muita pressa,
exceto eu, que sou poeta.
— Um coração de poesia,
escravo da melancolia.



