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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Prestação editorial independente e distribuição de e-books de poesia & afins

CASTANHA MECÂNICA


Castanha Mecânica é um projeto que visa a livre distribuição e divulgação da poesia através da organização dos poemas em forma de e-book. Toda e qualquer reprodução, parcial ou integral das obras que aqui se encontram são autorizadas pelos autores, desde que a autoria seja devidamente atribuída.


Buscando outro caminho fora do mercado editorial, e, a descoberta de novos nomes da poesia, nos disponibilizamos a uma “prestação editorial” que culmina em livros virtuais que podem ser baixados diretamente do nosso acervo.




Acreditamos em uma poesia livre, não apenas em sua forma, estrutura ou temática, mas em sua propagação. Abominamos qualquer burocracia desnecessariamente criada como empecilho para a publicação dos poemas. Aos que assim acreditam, convidamos para acompanhar nossas atividades, baixar nossos e-books e até participar do projeto com os seus próprios poemas através de uma construção dialogada de novas formas de divulgação da poesia.


QUE TODA POESIA SEJA LIVRE!
Fred Caju

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Versos & Vícios

Próximo à pracinha do terminal de ônibus da linha CDU/B.Viagem/Caxangá; ou do CTG da Universidade Federal de Pernambuco, Várzea.


domingo, 23 de janeiro de 2011

Confrontos e Confluências

Em sua coluna Confrontos e Confluências, no blog Poetas de Marte, o querido Fred Caju me presenteou com esta bela análise:

            Em plena semana de divulgação do e-book Os Teimosos e a Poesia do Contra, trago para o palco da coluna Confrontos e Confluências, Ane Montarroyos. Mas Caju a idéia da coluna não é pôr os holofotes sobre dois poetas? Sim, nobreza, mas a coluna é minha e eu escrevo o que bem entender nela... Brincadeira, pessoal! Vocês verão que faz muito sentido pôr a teimosa com a cara e a coragem no blog.
          E além do mais não será a primeira vez que apenas uma pessoa estrelaria na coluna sozinha. Já aconteceu antes, e o que é pior: o poeta escolhido foi o próprio autor dessas linhas! Mas comigo é assim mesmo: nepotismo é coisa pouca para mim! Se a desculpa, digo, justificativa dada na primeira vez que pus apenas um poeta na coluna foi o método dialético contido no poema, dessa vez o buraco vai ser mais embaixo.
          Na leitura da sessão NO MEIO DO CAMINHO TEM UMA FLOR, os leitores que se propuseram a baixar o e-book encontram toda a delicadeza da ruiva, em poemas onde o que há de mais concreto são flores e sobram sentimentos e delicadeza. Há dois poemas que quero adbuzir ao blog para compor a coluna nessa quinta-feira:


SOL ESCARLATE

A muralha gélida
construída outrora em minh'alma
hoje, dissolve-se em flocos de neve
derretidos pelo sol escarlate de dezembro
inundando o jardim quase morto em mim
donde, agora, nascem lírios de alegria
girassóis de paixão
e violetas perfumadas
de suave saudade.


GIRASSOL


gira flor
nasce sol
reluz jardim.


          Viram só, como faz sentido Ane está sozina na coluna? Não?! Bom, na minha humilde leitura observo algo bem interessante: o sol escarlate faz nascer os girassóis de paixão, só que os próprios girassóis fazem o sol nascer para reluzir o jardim. Isso, simpatia, pode ser adjetivado como o Eterno Retorno nietzscheano... Ou não... Opinões?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Contra quem?


OLEPARTNOC A

Contra? Contra quem?
Os pelos, os rios,
os ventos, o chão,
os rastros, os fios?

Contra? Contra quem?
A ordem, a lei,
toda exploração,
os nobres, o rei?

Contra? Contra quem?
O deus, o sistema,
a voz do patrão,
os signos, o lema?

Contra? Contra quem?
Os mesmos, os outros,
a cor, a exclusão,
os ‚ismos‛, os rótulos?

Contra? Contra quem?
A modernidade,
a luz, a razão,
o sim, a verdade?

Contra? Contra quem?
o som, a grafia,
a lâmina à mão,
a prosa, a poesia?


domingo, 16 de janeiro de 2011

OS TEIMOSOS & A POESIA DO CONTRA

Eu faço minhas as palavras do querido amigo e poeta Fred Caju. Eis o texto de apresentação e divulgação do e-book Os Teimosos & a Poesia do Contra (2010):

Porque poesia e teimosia andam lado a lado

Dar murro em ponta de faca, às vezes, não é burrice. É necessário. Não é porque vou esmurrar a lâmina que vou com punho nu. Aí sim, seria burrice. Aquele menino, como é mesmo o nome dele? Ah, Drummond! Drummond disse que um poeta desarmado é, mesmo um ser a mercê de inspirações fáceis, dóceis às modas e compromissos. Portanto, meus nobres, vim dar umas lapadas no facão com o meu arsenal saindo pelas orelhas.
E dessa vez vim muito bem acompanhado. Mercado da Boa Vista, Recife e catinga: palco que começou a ser montada essa aventura. Lubrificava as cordas vocais e devorava castanhas (apenas castanhas, ninguém comeu caju nenhum) na presença de Daniel Everson e Ane Montarroyos, quando surgiu as deliberações mínimas para se compor algo em conjunto chamado OS TEIMOSOS E A POESIA DO CONTRA. Uma pequena grande coletânea reunindo os poemas de nós três.
Saindo do característico odor recifense do Mercado, cada qual foi escrever suas teimosias. Everson, porém, foi à sua cidade-natal, Bezerros, e lá convidou Marcone Santos (Jimmy) para se integrar ao grupo. Ane e eu concordamos. Mas como já conhecia Jimmy, estabeleci uma condição/desafio: entregar algumas ilustrações junto aos poemas. OS TEIMOSOS E A POESIA DO CONTRA agora tinham quatro cabeças e ainda viria ilustrada.
D. Everson abre a coletânea com o sugestivo subtítulo: Cheguei e Não Importa!, explorando o cotidiano recifense (aliás, suburbano de terceiro mundo) juntamente com as suas divagações oníricas e sua constante preocupação com o exercício de ser poeta. Em um jogo psicodélico de poemas e narrativas, Marcone Santos apresenta o seu Labirinto Ocular à obra, com pinceladas de humor e surrealismo; Jimmy, como já foi dito, é responsável pelas ilustrações da coletânea: Vórtex da Teimosia I, II e III. A dama da teimosia, Ane Montarroyos, junta-se aos marmanjos para, literalmente, perfumar a coletânea com o ar da sua graça com a sua paráfrase drummondiana: No Meio do Caminho Tem uma Flor, a hora e a vez da delicadeza se fazer presente através de imagens florais. Eu, Fred Caju, sob um guarda-chuva chamado Fernando Pessoa apareço com a sessão Indesculpavelmente Sujo com o sabor típico dos cajus: doce e rançoso, buscando explorar as estruturas dos poemas e criar uma distribuição similar ao efeito do espelho.
Evidente que isso é apenas uma opinião, tudo que está supracitado pode ser desmentido e derrubado. Então fica o conselho: baixe a coletânea, leia, reflita, me desminta e me processe por propaganda enganosa. Vê que massa: você vai ler uma parada arretada e ainda pode extorquir dinheiro meu com o consentimento da justiça! Mas é bom tomar ciência que para quem golpeia uma peixeira por pura teimosia, dar uma mãozada na cara de um, não é tão difícil. Portanto, processe com classe.
Valeu pela atenção, é só clicar na imagem para baixar o e-book, e quem quiser conhecer mais o pessoal, basta visitar:



Cenário Invisível: http://cenarioinvisivel.blogspot.com/ (de Marcone Santos) 
Poetas de Marte: http://poetasdemarte.blogspot.com/ (de D. Everson e amigos) 
Cronisias: http://cronisias.blogspot.com/ (de Fred Caju e amigos)
Sábados de Caju: http://fredcaju.blogspot.com/ (de Fred Caju)


Fred Caju

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Em breve: OS TEIMOSOS & A POESIA DO CONTRA


D. Everson, Marcone Santos, eu e Fred Caju em OS TEIMOSOS & A POESIA DO CONTRA. Em breve, disponível para download aqui!




A LIBÉLULA E A LÂMPADA INCANDESCENTE

Ser teimoso é qualquer coisa de lâmpada,
Sem produzir luz ou sacudir as âncoras.
Ser teimoso é navegar na cruz da ânsia.

(D. Everson)




ACABO DE DESFAZER

O que resolvi
Contrariei o contrário
Resumi o absurdo, fiquei surdo
Não suportei
Arriei
Amei

(Marcone Santos)



SONHOS DE MENINO

Os sonhos
de menino
são fluidos
como
as ondas
do mar.
Ele,
homem
tardio e
perdido,
segue no azul
seu destino
como alguém
que caminha
entre
o oceano
e o céu
em busca
dos sonhos
de menino.

(Ane Montarroyos)



A DESENFREADA HEMORRAGIA DA EXISTÊNCIA

Sangra, querida Sandra,
e provas que tens vida;
mancha-me de vermelho.
Sandra, sangra querida,
lava teu sofrimento
pelo útero também,
querida Sandra, sangra
ao filho que não vem.

(Fred Caju)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Fred Caju

FADO INEVITÁVEL

Pensou que seria simples
se livrar de sua poesia,
achou que ficaria em paz
de uma noite para o dia.

Passaram-se vários anos,
talvez estivesse curado;
não escreveu seus poemas
e ficou mais descansado.

Deixou de lado a poesia,
aderiu a uma vida normal
e deixou de sentir a dor
para ficar lendo jornal.

Depois de fazer família,
labutar com remuneração;
percebeu o quanto era só
e que tudo é uma ilusão.

Ele aceitou que sua vida
sempre seria incompleta,
e assim gritou ao mundo:
ainda, ou sempre, poeta!

O poema Fado inevitável encontra-se no e-book Monopólio da Solidão, disponível para download no blog Sábados de Caju.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sol & Lua


HAICAI DE 24 HORAS


Minha lua começa,

literalmente falando,

no fim do meu sol.


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Os alicerces da vida

Queridos leitores, a postagem de hoje é dedicada, mais uma vez, ao poeta Fred Caju. Aproveito para agradecer e retribuir, devidamente, à publicação de um dos meus textos (confira aqui) em seu blog, Cronisias. Enfim, eis mais um belo e sábio poema:

Alados


Na máquina da vida
a solidão é o motor,
o medo é o combustível
e o operário é o amor.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

As estações de um coração de poeta

O poema a seguir é de autoria de um poeta cujo trabalho estou conhecendo e admirando, a cada dia, mais. Seja bem-vindo ao Lacunas do Tempo, Caju.


Estações e Corações


Com tantos aromas e cores,

é clara a estação das flores.

Todos estavam na espera

para ouvir os passarinhos

cantando para a primavera,

exceto eu, que sou sozinho.

— Um coração que vive em pranto,

sem perfume, sem cor, sem canto.


Eu vejo todos mais contentes

quando o clima fica mais quente.

No brilho intenso do sol,

todos aproveitam o mar,

a piscina, o futebol,

menos eu, que não sei amar.

— Um coração que não quer luz,

que, lentamente, se reduz.


As árvores mudam de cor

e todos mudam de humor.

Os homens se rendem ao sono,

muitos querem dormir mais cedo,

enfeitiçados pelo outono,

menos eu, que vivo com medo.

— Um coração que se assombra

com o vulto da própria sombra.


Todos querem se aquecer

contra o frio que faz tremer.

A chuva purifica a vida,

que sempre vai buscar alguém

para se manter aquecida,

menos eu, sempre sem ninguém.

— Um coração só e vazio

suporta qualquer tempo frio.


Um ano, quatro estações,

um homem, quatro corações.

Tudo termina e recomeça

de forma simples e direta,

devagar e sem muita pressa,

exceto eu, que sou poeta.

— Um coração de poesia,

escravo da melancolia.