CANTANDO PARA AS FERAS
Eu sei fingir que o mundo me atropela
na viração das coisas sem sentido
e declamo a dragões pela caverna
onde a sobrevivência nos atira
e persisto no jogo da lanterna
quando todos deixaram o precipício
sigo tão indefesa como terna
por entre as garras do obscurantismo
até fazer dançar cantando às feras
convertendo em brinquedos os abismos